Em demonstração, a questão composta
sinaliza a diferença entre “avaliar e examinar”, compreendidos conceitualmente,
porém sem gerar condutas novas entre os professores. Examinar consiste em
classificar o educando com escalas de notas, onde não importa se os estudantes
aprenderam ou não com qualidade, mas somente a demonstração dos que aprenderam
e dos que não aprenderam.
A avaliação consiste em investigar a
qualidade na aprendizagem dos alunos, tendo como base a procedência na
intervenção para o crescimento dos resultados, caso eles sejam necessários. É
investir no processo e não no produto, pois apesar do produto ser o resultado
buscado, é importante que ele seja o melhor e não apenas mais um.
Cabe ressaltar e centralizar as atenções
tanto sobre o produto quanto sobre o processo de aprendizagem, por que um
depende diretamente do outro para a concepção de seres humanos em desenvolvimento,
pois eles estão em constante formação e se não aprenderam, que tenham que
aprender. Cabe ao educador investir neles novamente.
A pedagogia que prioriza o exame se
contenta com a classificação, diferentemente da pedagogia avaliativa que não se
contenta com qualquer resultado, mas sim com resultados que sejam
satisfatórios. Mas que isso! Ela atribui única e exclusivamente ao educando a
responsabilidade pelos seus bons resultados, pois dedica-se ao trabalho de
desvendar empasses e encontrar soluções.
Assim sendo, significa que devemos
investir no processo de avaliação para que se consiga produzir um melhor
produto, criando nos adolescentes e crianças valores para si mesmos, que o
ajudarão a dar o melhor naquilo que eles fazem, deve haver uma transformação
nos conceitos em prática, pois não bastam apenas bons discursos, devem haver
também as boas e significativas ações.
REFERÊNCIA:
LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem...mais
uma vez. In: LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação
da aprendizagem escolar: estudos e proposições. 22. Ed. São Paulo: Cortez,
2011, p. 61-65.
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